quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Varas de Pesca - Como escolher a sua ?


Pescador, é muito importante conhecer um equipamento antes de compra-lo, você pode fazer um alto investimento e não sair satisfeito com o que levou para casa, então o melhor caminho, sempre é conhecer o produto a ser adquirido. Tecnicamente vamos explicar um pouco sobre as partes de uma vara de pesca e seu funcionamento, assim você poderá discutir um pouco mais na hora da compra:



BLANK – É o corpo da vara, responsável pelo poder da vara, ou seja, a quantidade de esforço que a vara suporta. Também determina a ação da vara. Pode variara de tamanho conforme o tipo de pescaria

REEL SEAT – É o fixador da carretilha/molinete. Onde se prende a carretilha à vara.

REAR GRIP – Chamado de “cabo”. Pode ser curto ou comprido dependendo da modalidade a ser usada.

BUTT CAP – É a tampa do cabo. Peça muito importante. Além de ser um item no acabamento da vara. É o Butt Cap que evita o choque direto do Blank com o chão, o que poderia causar trincas na vara. É ele também que veda o cabo e o Blank para não acumular sujeiras como umidade, areia, limo, maresia, barro, etc.

TIP TOP – Ponteira da vara.

GUIDES – Passadores ou Guias.

HOOK KEEP – Prendedor de anzol/ iscas artificiais.



Leitura da vara

Tipos de Varas:

ULTRALIGHT (UL) – Ultra Leve
Linha até 6 libras (2,3kg)

LIGHT (L) – Leve
Linha de 6 a 12 libras (2,3kg a 5,4kg)
MEDIUM (M) – Média
Linha de 10 a 14 libras (4,5kg a 6,4kg)
MEDIUM-HEAVY (MH) – Média Pesada
Linha de 14 a 25 libras (6,4kg a 11,3kg)
HEAVY (H) – Pesada
Linha de 16 a 30 libras (7,2Kg a 13,6kg)
MUSKY, EX-HEAVY – Super Pesada
Linha acima de 35 libras (15,9kg)

Classificações
As varas são classificadas quanto ao comprimento, pesos de arremesso, poder ou força, capacidade de pesos e resistência das linhas e ações. Normalmente essas ckassificações vem impressas nas próprias varas.
COMPRIMENTO
É a medida do cabo à ponteira. Quanto mais compridas forem, mais longe se pode arremessar. Porém, fatores como ações da varas, pesos das iscas, espessuras das linhas e qualidade da carretilha podem influenciar. Em geral, elas tem os comprimentos especificados em pés e polegadas.
PESOS DE ARREMESSOAs varas possuem limites mínimos e máximos quanto ao peso de iscas que suportam arremessar. Os valores referentes a pesos de arremessos vem expressos em onças (OZ).

CAPACIDADE DE PESO E RESISTENCIA DA LINHA

Determina qual a capacidade mínima e máxima da linha com que se pode trabalhar. A mínima é a linha mais fraca que pode ser utilizada sem risco de partir no arremesso. A máxima é a mais forte que pode ser utilizada sem o risco de quebrar a vara. As variações entre as medidas dos diâmetros são expressas em frações de milímetro (ex.: 0,25 – 0,40 – 0,50) e a libragem em libras (ex.: 10lb, 25lb, 50lb).


Ação da vara (Action)
Esse conceito diz respeito à velocidade de recuperação dos blanks, ou, o período de tempo que levam para voltar à posição normal depois de vergados nos arremessos fisgadas ou nos trabalhos com as iscas.



Na hora da fisgada uma vara de ação extra-rápida tem um resultado muito mais rápido do que uma vara de ação lenta. Para pescarias rápidas onde a fisgada tem que ser imediata eu prefiro usar varas rápidas e extra-rápidas. A pesca de superfície com bóias cevadeiras por exemplo é um caso desses.
Já uma pescaria onde tenho que deixar o peixe carregar a isca para depois fisgar eu já prefiro uma vara lenta que facilita e muito esse trabalho. A pesca de carpas por exemplo.
Uma pescaria de dourados onde a fisgada além de ser rápida tem que ser forte, uma vara rápida seria o ideal. Nesse caso uma vara lenta seria insuficiente na hora da fisgada e o peixe escaparia com certeza.
Então galera veja muito bem o tipo de pescaria e peixes a serem fisgados para depois procurar uma vara adequada.

Hoje as varas podem ser customizadas para o pescador, ele escolhe o conjunto e todos os detalhes que seu investimento vai ter. 








Em breve outras dicas de equipamentos para vocês.
Texto por Marcio David e Nelson Nakamura
Imagens: Marcio e Arquivo Nelson Nakamura
Dúvidas poder ser postadas no final da matéria.
Abraços
Marcio David
AGRADECIMENTOS
Magic Fishing Schoolwww.nelsonnakamura.com.br


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Dez arremessos mais usados com Carretilha



Selecionei os dez arremessos, usados nas situações mais diversas na pescaria, usando carretilhas ou molinetes.
Overhead Casting : Arremesso frontal pelo alto. O primeiro a ser aprendido e o mais utilizado pelos pescadores, que devem dominá-lo antes de partir para os outros tipos de arremesso. É feito em três etapas:
-vara na frente do corpo apontada para o alvo;
-impulso para trás, vergando a vara com firmeza e
-impulso para frente lançando a isca.
Sidehand Casting : Arremesso lateral. Utilizado na presença de obstáculos acima do pescador, impedindo a execução do overhead casting. Bom também para colocar a isca sob estruturas baixas.
Backhand Casting : Arremesso lateral cruzado. No caso de destros, o movimento da vara é para o lado esquerdo, com a ajuda da mão esquerda na hora de impulsionar a vara para frente. Usado quando há algum obstáculo do lado direito do pescador.
Flip Casting : Arremesso de baixo para cima, com movimento oposto ao do overhead casting. Usado quando não há espaço acima e ao lado do pescador. Outro bom arremesso para estruturas baixas.
Pitch Casting : Arremesso delicado, iniciado com a isca na mão esquerda do pescador. Faz-se um movimento de baixo para cima com a vara ao mesmo tempo em que se solta à isca. Bom para curtas distâncias e para apresentações mais delicadas da isca, como na pesca do black bass, robalos e outros peixes em determinadas situações.
Spiral Overhead Casting : Arremesso frontal em espiral. O invés do movimento em linha reta do overhead casting, a ponta da vara faz um movimento circular vigoroso antes de lançar a isca para frente. Permite o alcance a longas distâncias.
Spiral Side Casting, Spiral Backhand Casting, Spiral Flip Casting : Similares aos arremessos Sidehand, Backhand e Flip Casting, porém feitos com o movimento da vara em espiral. Têm a mesma vantagem de alcançar longas distâncias, apesar de serem mais difíceis de executá-los.
Curving Casting : Arremesso com Curva. Partindo-se do flip casting, tomba-se a vara para o lado ao mesmo tempo em que se freia a linha durante o vôo da isca, fazendo com que ela acabe efetuando uma curva no ar. Ë o único arremesso que põe a isca na parte de trás de uma estrutura, como um pilar, arvore, pedra, ou um tronco isolado no meio da represa.
Skipping ou Magic Casting : Arremesso com repique. Sem dúvida o mais acrobático e difícil dado a facilidade em se formar backlash (cabeleira) na linha se não for bem executado. Deve-se efetuar um arremesso o mais rasante possível, com controle constante do polegar sobre o carretel. A isca deverá saltitar sobre a água, tal qual uma pedra achatada arremessada com esse fim ( quem nunca fez isso com pedras? ). Põe a isca sob a mais baixa das estruturas. Dica : deve-se efetuar esse arremesso com iscas moles, tipo shads, com iscas artificiais de material duro e cabelereira na certa, outro detalhe fechar o freio.

Vou deixar também alguns links de vídeos onde o professor Nelson Nakamura dá uma palhinha.



O vídeo abaixo o som é melhor e explica o contexto que deixei acima





segunda-feira, 5 de maio de 2014

Pescaria de Caiaque - Rio das Velhas - Represa Capim Branco

Pescaria realizada de Caiaque no Rio das Velhas que hoje forma a atual represa Capim Branco. Resultado foi muitos tucunarés e traíras. Fizemos um acampamento BRS entre amigos e meu filhão Rogério Procópio que realizou sua primeira pescaria de caiaque e estreou com chave de ouro, capturando e soltando seu primeiro tucunaré. Pescadores Bruno Guimarães, Cristiano Amaral, Robson Martins, Roberto Reche, Rogério Prócopio e Rogério Barkero Fishing. Abraço a todos e curtam o vídeo.






quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Pescaria realizada no lago Angical no estado do Tocantins. Organização Marcos Moucan do Pescaiaque Goias.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Peixe sente dor ao ser fisgado ???


Definitivo: peixes não sentem dor

Detalhado estudo de universidade norte-americana serve de apoio para todos os praticantes do esporte


Os peixes podem sentir dor? Essa questão, que por muito tempo suscitou polêmica e calorosos debates, sendo usada por grupos que visam atacar a imagem da pesca como esporte, agora parece estar resolvida.

Um detalhado estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e publicado primeiramente no jornal científico Fish and Fisheries, e em outros veículos de todo o mundo, mostrou que esses animais são incapazes de sentir dor, mesmo quando fisgados com anzol e submetidos a brigas na ponta da linha.

Isso acontece porque os peixes não possuem estrutura cerebral, nem terminações nervosas suficientes que permitam vivenciar sensações de dor. Ainda de acordo com o estudo, quando o animal se debate após ser fisgado, ele esta apenas reagindo de maneira inconsciente e não sofrendo.

Para chegar a essa conclusão foram conduzidas pesquisas nas quais se inseriram agulhas, veneno de abelha e ácido em espécimes de truta arco-íris.

“Apesar de grandes injeções de substâncias que causariam severa dor em seres humanos – a truta não mostrou essa sensação –, é altamente improvável que um peixe possa sentir dor”, afirmou Jim Rose, líder do estudo e professor de zoologia e fisiologia da instituição.

Apesar dessas conclusões os responsáveis pelo estudo fizeram questão de salientar que os peixes merecem ser tratados com respeito, algo que todo verdadeiro fã da pesca já sabe de cor.

É isso ai galera, pra quem tinha essa dúvida, a revista Pesca & Cia soltou essa matéria esclarecendo esse fato, agora sabemos que podemos pescar tranquilamente e soltar os bixim pra mode eles crescerem mais e mais.


Paginas relacionadas:






Matérias veiculada por Pesca e Cia



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

PESCARIA DE CAIAQUE

SFT - Tucunaré 3,5kg no raseirão (30cm profundidade)

TUCUNARÉ FISGADO A 30CM DE PRONFUNDIDADE, O VÍDEO MOSTRA DESDE A CAPTURA ATÉ A SOLTURA DO PEIXE. POR ZINHO, BACA E JAIR.

 Imagem Alexandre Willy


Clique no vídeo para assistir a grande cena da captura e soltura.